




Assaltante nordestino
- Ei, bichim... Isso é um assalto... Arriba os braços e num se bula nem faça muganga... Arrebola o dinheiro no mato e não faça pantim se não enfio a peixeira no teu bucho e boto teu fato pra fora! Perdão, meu Padim ciço, mas é que eu tô com uma fome da moléstia...
Assaltante mineiro
- Ô, sô, prestenção... Isso é um assarto, uai... Levanta os braço e fica quetim quesse trem na minha mão tá cheio de bala... Mió passá logo os trocado que eu num tô bão hoje. Vai andando, uai! Tá esperando o quê, uai!!
Assaltante gaúcho
- Ô, guri, ficas atento... Bah, isso é um assalto... levanta os braços e te aquietas, tchê! Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê. Passa as pilas pra cá! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala.
Assaltante carioca
- Seguinte, bicho... Tu te deu mal. Isso é um assalto. Passa a grana e levanta os braços, rapá... Não fica de bobeira que eu atiro bem pra... Vai andando e, se olhar pra trás, vira presunto...
Assaltante paulista
- Orra, meu... isso é um assalto, meu... Alevanta os braços, meu... Passa a grana logo, meu... Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra comprar o ingresso do jogo do corinthians, meu... Pô, se manda, meu...
Assaltante baiano
- Ô, meu rei... (longa pausa) Isso é um assalto... (longa pausa). levanta os braços, mas não se avexe não... (longa pausa). se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado... Vai passando a grana, bem devagarinho... (longa pausa). Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado... Não esquenta, meu irmãozinho (longa pausa). Vou deixar teus documentos na encruzilhada...
Boom, é isso aí, galera. Só não gostei do preconceito com os baianos. Nós não somos nada preguiçosos, tá? ¬¬
O Fim Está Próximo